sábado, 5 de fevereiro de 2005

Poema II

Beatriz era jovem e infeliz.
Sem perceber o significado da vida
sentia-se uma incompreendida
e sonhava ser imperiatriz.

Tinha o secreto desejo de ser actriz
e era striper num bar da 5a Avenida.
Beatriz nunca foi reconhecida.
Beatriz nunca fora o que quis.

Quando se fartou de desejar ser quem nunca fora,
pôs um ar de matadora
e disse que nesse momento a sua vida iria mudar.

Comprou uma metralhadora,
entrou numa loja acolhedora.
Pôs o seu melhor sorriso
e começou a disparar.



Este poema é para recordar aquela manhã na praia da costa da caparica, quando sem nexo comecei a grita-lo.
Onde andas tu "Beatriz"? Anda.. Põe o teu ar de matadora.....